Nos últimos anos, os benefícios que os pets oferecem à saúde humana têm sido cada vez mais reconhecidos, especialmente no contexto de pacientes que dependem do sistema público de saúde. Diversos estudos têm demonstrado o impacto positivo da presença de animais de estimação na recuperação e no bem-estar de pessoas em tratamento. A interação com pets, seja um cachorro, gato ou até mesmo outros tipos de animais, pode trazer efeitos terapêuticos significativos para quem enfrenta condições de saúde graves ou de longa duração, algo que está sendo cada vez mais considerado dentro dos tratamentos realizados no SUS (Sistema Único de Saúde).
A presença de pets pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, problemas comuns entre pacientes que necessitam de cuidados prolongados. Nos hospitais e centros de saúde do sistema público, muitos pacientes relatam uma melhora significativa no humor e na disposição após a visita de um animal de estimação. Além disso, estudos mostram que a interação com esses animais pode diminuir os níveis de cortisol, um hormônio associado ao estresse, e aumentar a produção de endorfinas, substâncias químicas no cérebro responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar. Isso tem sido crucial para a recuperação emocional de muitas pessoas.
Esses estudos têm se expandido para analisar o papel dos pets especificamente no contexto do sistema público de saúde, e os resultados são promissores. A integração de animais nos ambientes hospitalares, com acompanhamento adequado, tem sido uma prática adotada por algumas instituições públicas. Em muitas dessas situações, os animais são treinados para interagir de forma segura com os pacientes, ajudando a criar um ambiente mais acolhedor e menos intimidante. Isso tem sido especialmente útil para pacientes mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que enfrentam tratamentos mais agressivos e longos.
É importante ressaltar que a presença de pets no sistema público de saúde não é apenas benéfica para os pacientes, mas também para os profissionais de saúde. Enfermeiros, médicos e outros colaboradores frequentemente relatam uma melhoria no ambiente de trabalho e no relacionamento com os pacientes. A presença de animais pode criar uma atmosfera de descontração e confiança, facilitando a comunicação e o cuidado com os pacientes. Isso, por sua vez, pode contribuir para melhores resultados no tratamento e na adesão às terapias propostas.
No entanto, os benefícios não são limitados à saúde mental dos pacientes. A interação com os pets também pode promover benefícios físicos, principalmente para aqueles que estão em recuperação de cirurgias ou doenças. O simples ato de acariciar ou caminhar com um animal pode estimular a atividade física leve, fundamental para a reabilitação. Pacientes com limitações de movimento, mas que podem interagir com um pet, acabam se beneficiando dessas pequenas atividades, que ajudam a fortalecer a musculatura e a melhorar a circulação sanguínea.
A contribuição dos pets para a saúde vai além da recuperação física e emocional; também influencia diretamente na qualidade de vida dos pacientes. A companhia dos animais pode ser especialmente significativa para pessoas que sofrem de solidão, como é o caso de muitos pacientes do sistema público de saúde. A presença de um pet pode ser uma forma de reduzir a sensação de isolamento, criando um vínculo afetivo com o animal que, muitas vezes, se torna uma fonte de apoio constante e de conforto psicológico durante o tratamento.
No sistema público de saúde, onde os recursos são muitas vezes limitados, a introdução de programas que incentivem a interação com pets pode ser uma estratégia eficiente para melhorar a qualidade do atendimento. A utilização de animais como parte do processo terapêutico poderia representar uma solução de baixo custo, que traz grandes benefícios para os pacientes. Além disso, é importante destacar que essas iniciativas não necessitam de grandes investimentos em infraestrutura. Frequentemente, os próprios donos de animais estão dispostos a oferecer seus pets para esses programas, o que facilita a implementação e amplia a acessibilidade dessa prática.
Concluindo, os pets desempenham um papel crucial na melhoria da saúde de pacientes atendidos no sistema público. Seja ajudando na recuperação emocional ou física, a presença desses animais proporciona uma abordagem holística ao cuidado dos pacientes, considerando não apenas o aspecto médico, mas também o psicológico e social. A inclusão de programas de interação com animais nos hospitais públicos poderia transformar a experiência de milhões de pessoas, contribuindo para um sistema de saúde mais humanizado e eficiente, onde o bem-estar dos pacientes é priorizado. Com isso, a saúde pública se torna mais acolhedora e atenta às necessidades emocionais e físicas dos indivíduos em tratamento.
Autor: Quilina Wyor
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital